17. Helenismo: estoicismo

zenão de cítio

Se a filosofia epicurista goza de uma reputação bastante negativa entre seus contemporâneos e sucedâneos, podemos considerar que a filosofia estoica, ao contrário, sempre foi associada a adjetivos bons. Embora possuam alguns pontos em comum, ambas terminam por se opor em aspectos cruciais. Zenão de Cício (336-264 a.C.) é considerado o fundador do estoicismo. Por [...]

16. Helenismo: epicurismo

epicuro

Entre os filósofos helenistas, Epicuro (341-270 a.C.) talvez seja aquele cuja imagem seja a mais negativa. Seu pensamento rompe com os pressupostos tradicionais da filosofia clássica grega e, talvez por isso, tenha causado tanta ira em seus contemporâneos e até em filósofos posteriores, como os cristãos. Entre outras coisas, Epicuro retoma o atomismo como fundamento [...]

15. Helenismo: introdução; ceticismo

pirro

Após a consolidação da tradição socrática, com filósofos de excepcional qualidade como Platão e Aristóteles, seria natural supor que outras correntes filosóficas subsequentes fossem desvalorizadas pelos estudiosos. Essa desvalorização, contudo, esconde um período bastante rico e cujas escolas deixam influências marcantes até o presente. De um modo genérico, podemos designar por helenismo o período que [...]

14. Aristóteles: Justiça universal e particular

paixões

Há, em Aristóteles, uma complementaridade entre a política, o direito e a ética. Estudar uma dessas instâncias, assim, exige a referência às demais. Comecemos pela ética. A ética é, ao mesmo tempo, a conduta humana que busca o bem individual e a ciência que a estuda. O bem máximo a que as pessoas aspiram é [...]

13. Aristóteles: filosofia, ciência e práxis

aristóteles

Aristóteles afirmaria que todas as pessoas desejam, por natureza, saber. Quase literalmente, escreve: os homens começam a filosofar movidos pelo espanto. Quando se depara ante uma dificuldade, o homem se espanta, se surpreende, e, afirma Marilena Chauí, se enche de admiração, constatando sua ignorância. Ora, admirar significa contemplar. Contemplar deriva do grego theoría, que também [...]

12. Platão: a cidade e as leis

platão por rafael sanzio

No texto República, Platão discorre sobre a organização ideal das cidades. Sua análise parte da constatação de que existem grupos de pessoas responsáveis por funções similares àquelas que vislumbra na alma humana. Haveria, pois, um paralelo entre as funções da alma e da cidade: função apetitiva – função econômica; função colérica – função militar; função [...]

11. Platão: verdade e ética

platão

Platão foi o mais ilustre discípulo de Sócrates. Graças a ele, inclusive, conhecemos o pensamento socrático. Suas teorias levam adiante a missão do mestre, buscando a sabedoria de modo incessante e consolidando a crença de que a descoberta da verdade leva à ação correta. Devemos duas grandes obras a Platão: a Academia e os diálogos. [...]

10. Sócrates: ética e julgamento

morte de sócrates - jldavi

A postura de Sócrates de ensinar as pessoas, antes de tudo, a pensar, torna-se mais bela se verificarmos que se soma à sua concepção de ética. A ética pode ser resumida como a busca do aperfeiçoamento do indivíduo. Uma pessoa age eticamente quando seu ato pode levá-la a uma melhoria em seu caráter. Para Sócrates, [...]

09. Sócrates: a busca do conhecimento

escultura sócrates

Sócrates é considerado o fundador de uma nova tradição na filosofia ocidental, não por acaso chamada de tradição “socrática”. A partir dele, a filosofia deixa de preocupar-se com questões mais amplas, como o fundamento universal do SER e caracteres gerais da natureza, para focar o ser humano, ainda que situado na cidade (Pólis), como seu [...]

08. Pré-Socráticos

heráclito por Rafael

Os filósofos pré-socráticos não viveram necessariamente antes de Sócrates. Muitos deles foram contemporâneos a ele, ou viveram posteriormente. Todavia, ao contrário dos filósofos “socráticos”, não colocaram o ser humano como tema central de suas reflexões. Podemos, assim, agrupar tais filósofos sob o ponto de vista das questões que seus pensamentos enfrentam: são questões universais, preocupadas [...]

07. Sofistas

protágoras - sofista

Um dos primeiros grupos de pensadores na Grécia Antiga foi chamado de sofistas. Seus pensamentos eram diversificados, mas, essencialmente, convergiam para a superação da fundamentação mítica do universo e das sociedades humanas. Muitos sofistas dominavam, entre outras técnicas, a “arte da palavra” ou do “discurso”. Estudavam os mecanismos de argumentação e convencimento utilizados nas discussões [...]

06. A busca da completude do direito grego

justiça - Brasília

Com o fim das fundamentações míticas para explicar os fenômenos, os gregos deparam-se com o problema de encontrar fundamentos racionais (lógicos) que os expliquem. Trata-se de um verdadeiro desafio: explicar ou justificar todas as coisas sem recorrer ao sobrenatural ou ao divino. No mesmo momento histórico, as cidades gregas começam a ser estruturadas a partir [...]

05. A Razão

guernica

O principal instrumento de que se vale o filósofo para estruturar seu pensamento e para medir o grau de veracidade de sua tese é a RAZÃO. Duas palavras da cultura antiga, ratio, de origem latina, e lógos, de origem grega, dão o significado original para nossa palavra razão: ao mesmo tempo, significam pensar e falar, [...]

04. A Filosofia: caracteres gerais e diferenciações

o pensador

O novo modo de pensar que surge entre os gregos, chamado Filosofia, “funciona” a partir de alguns mecanismos peculiares. O filósofo “pensa”, naquele momento, seguindo um mesmo roteiro básico. A busca pela verdade deve problematizar toda a qualquer explicação preestabelecida, questionando-as. As explicações míticas, aceitas por força da tradição, precisam ser submetidas a uma reavaliação, [...]

03. A Filosofia: surgimento

Atena

Na passagem do século VII para o VI a.C., a sociedade grega passa por algumas transformações históricas que levam à crise do pensamento mítico. Alguns gregos, oriundos de colônias localizadas no Mar Egeu e suas adjacências, começam, então, a buscar novas formas de pensamento que expliquem a origem do mundo sem o recurso aos Deuses. [...]

02. Nascimento da Filosofia – condições históricas

Tales de Mileto

A sociedade grega, no final do séc. VII e início do séc. VI a.C., passa por algumas transformações que criam as condições necessárias para o surgimento da Filosofia. Essas condições modificam as relações do homem grego com seu mundo e com o conhecimento, conferindo-lhe instrumentos teóricos que possibilitam a superação do pensamento mítico. São elas: [...]

01. Pensamento Mítico

Nascimento de Vênus (Botticelli)

A Filosofia é um modo de pensar específico, que supera, em determinado momento histórico, um outro modo de pensar, até então hegemônico. Esse modo de pensar superado pela Filosofia chama-se Mito. Em termos genéricos, consiste numa narrativa sobre a origem de alguma coisa. Assim, as histórias que explicavam o origem do mundo, dos seres vivos, [...]

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26. Hegel: lógica e direito

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) presenciou algumas das maiores transformações históricas da humanidade, como a Revolução Francesa e a consolidação do capitalismo na Europa Continental. Uma de suas grandes preocupações sempre foi compreender o presente, partindo do devir histórico. Perplexo, constata que fatos e acontecimentos transformam-se em seus opostos, como é o caso da própria [...]

November 9, 2011 0
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25. Kant: conhecimento, ação e direito

Immanuel Kant (1724-1804) nasceu e morreu em Köenigsberg, na Alemanha. Passou praticamente toda sua vida nessa pequena cidade, sendo professor da Universidade local. Seu trabalho, contínuo e crescente, atinge o ponto máximo no momento de sua maturidade pessoal, especialmente com a publicação das três “críticas”: da Razão Pura, da Razão Prática e do Juízo. Com [...]

November 5, 2011 0
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24. Hobbes, Locke e Rousseau

A filosofia política moderna constitui-se no momento em que a vontade do indivíduo, isoladamente considerado, é vista como fonte do poder. A sociedade torna-se uma associação voluntária de indivíduos, numa perspectiva contratualista. E o Estado funda-se na delegação, total ou limitada, de poderes individuais para seus órgãos, sobretudo por meio das leis. O ponto de [...]

October 20, 2011 0
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23. Do capitalismo à filosofia política moderna

A filosofia moderna brota na transição de uma sociedade marcada pelo modo de produção feudal para uma sociedade marcada pelo surgimento do capitalismo. Nessa transição surgem os aspectos ideológicos básicos da modernidade. O modo de produção feudal é estático, rural e religioso. É estático porque baseado em divisões estamentais entre a população, marcado pelos costumes [...]

September 23, 2011 0
hobbes
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22. A Filosofia Moderna – transição e marcos

O pensamento de São Tomás de Aquino permite uma revalorização máxima, dentro dos limites da perspectiva cristã, da capacidade racional humana. O ser humano é visto como capaz de decidir e realizar coisas boas, desde que agindo sob inspiração de sua razão. Seus atos racionais confirmam a fé, levando a Deus. Uma valorização ainda maior do [...]

September 23, 2011 0
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21. Filosofia Medieval e São Tomás de Aquino

A filosofia patrística consolida o cristianismo e luta pela sua conservação após as invasões bárbaras. Pacificada a sociedade europeia, as atividades culturais, presas aos mosteiros, florescem em outros espaços. Além das escolas monásticas, surgem escolas criadas pelas corporações de ofício e pelas municipalidades, sempre amparadas pela Igreja. A fusão dessas escolas leva à formação das [...]

September 9, 2011 0
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20. Filosofia patrística e Santo Agostinho

O rompimento causado pela crença judaico-cristã levará à formação de um novo período na história da filosofia: a Patrística. Durante os séculos I ao IX, a influência dos primeiros padres cristãos na cultura Ocidental foi das mais intensas. Inicialmente, lutam para disseminar o cristianismo enquanto religião, explicando seus dogmas fundamentais à população em geral. Nesse [...]

September 2, 2011 0
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19. Rompimento judaico-cristão

Analisando as correntes filosóficas da antiguidade outrora apresentadas, podemos constatar que todas foram imanentes. Em linhas gerais, isso significa que construíram sistemas que poderiam ser explicados a partir de elementos e forças existentes em seu interior, sem recurso a fenômenos externos. Podemos apresentar alguns exemplos. Platão, nesse sentido, faz uma filosofia que parte das ideias. Essas [...]

September 1, 2011 0
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18. Roma: Cícero

O direito romano exerceu enorme influência na formação do direito privado contemporâneo. Se pensarmos no direito civil brasileiro, inúmeros institutos derivam, direta ou indiretamente, do direito civil romano. Adotamos, no vocabulário jurídico, palavras em latim clássico, e estruturamos o mundo jurídico de um modo bastante próximo do romano. Todavia, quando se pensa em filosofia do [...]

June 11, 2011 0
zenão de cítio
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17. Helenismo: estoicismo

Se a filosofia epicurista goza de uma reputação bastante negativa entre seus contemporâneos e sucedâneos, podemos considerar que a filosofia estoica, ao contrário, sempre foi associada a adjetivos bons. Embora possuam alguns pontos em comum, ambas terminam por se opor em aspectos cruciais. Zenão de Cício (336-264 a.C.) é considerado o fundador do estoicismo. Por [...]

June 11, 2011 0
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Página mantida pelo Prof. Dr. Adriano de Assis Ferreira
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