Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) presenciou algumas das maiores transformações históricas da humanidade, como a Revolução Francesa e a consolidação do capitalismo na Europa Continental. Uma de suas grandes preocupações sempre foi compreender o presente, partindo do devir histórico. Perplexo, constata que fatos e acontecimentos transformam-se em seus opostos, como é o caso da própria [...]
25. Kant: conhecimento, ação e direito
Immanuel Kant (1724-1804) nasceu e morreu em Köenigsberg, na Alemanha. Passou praticamente toda sua vida nessa pequena cidade, sendo professor da Universidade local. Seu trabalho, contínuo e crescente, atinge o ponto máximo no momento de sua maturidade pessoal, especialmente com a publicação das três “críticas”: da Razão Pura, da Razão Prática e do Juízo. Com [...]
24. Hobbes, Locke e Rousseau
A filosofia política moderna constitui-se no momento em que a vontade do indivíduo, isoladamente considerado, é vista como fonte do poder. A sociedade torna-se uma associação voluntária de indivíduos, numa perspectiva contratualista. E o Estado funda-se na delegação, total ou limitada, de poderes individuais para seus órgãos, sobretudo por meio das leis. O ponto de [...]
23. Do capitalismo à filosofia política moderna
A filosofia moderna brota na transição de uma sociedade marcada pelo modo de produção feudal para uma sociedade marcada pelo surgimento do capitalismo. Nessa transição surgem os aspectos ideológicos básicos da modernidade. O modo de produção feudal é estático, rural e religioso. É estático porque baseado em divisões estamentais entre a população, marcado pelos costumes [...]
22. A Filosofia Moderna – transição e marcos
O pensamento de São Tomás de Aquino permite uma revalorização máxima, dentro dos limites da perspectiva cristã, da capacidade racional humana. O ser humano é visto como capaz de decidir e realizar coisas boas, desde que agindo sob inspiração de sua razão. Seus atos racionais confirmam a fé, levando a Deus. Uma valorização ainda maior do [...]
21. Filosofia Medieval e São Tomás de Aquino
A filosofia patrística consolida o cristianismo e luta pela sua conservação após as invasões bárbaras. Pacificada a sociedade europeia, as atividades culturais, presas aos mosteiros, florescem em outros espaços. Além das escolas monásticas, surgem escolas criadas pelas corporações de ofício e pelas municipalidades, sempre amparadas pela Igreja. A fusão dessas escolas leva à formação das [...]
20. Filosofia patrística e Santo Agostinho
O rompimento causado pela crença judaico-cristã levará à formação de um novo período na história da filosofia: a Patrística. Durante os séculos I ao IX, a influência dos primeiros padres cristãos na cultura Ocidental foi das mais intensas. Inicialmente, lutam para disseminar o cristianismo enquanto religião, explicando seus dogmas fundamentais à população em geral. Nesse [...]
19. Rompimento judaico-cristão
Analisando as correntes filosóficas da antiguidade outrora apresentadas, podemos constatar que todas foram imanentes. Em linhas gerais, isso significa que construíram sistemas que poderiam ser explicados a partir de elementos e forças existentes em seu interior, sem recurso a fenômenos externos. Podemos apresentar alguns exemplos. Platão, nesse sentido, faz uma filosofia que parte das ideias. Essas [...]
18. Roma: Cícero
O direito romano exerceu enorme influência na formação do direito privado contemporâneo. Se pensarmos no direito civil brasileiro, inúmeros institutos derivam, direta ou indiretamente, do direito civil romano. Adotamos, no vocabulário jurídico, palavras em latim clássico, e estruturamos o mundo jurídico de um modo bastante próximo do romano. Todavia, quando se pensa em filosofia do [...]